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#33 - O aniversário é seu e o presente é você - Só uma rapidinha

Posso me embrulhar e te dar de presente?

Bem vindes de volta, rapidinhers punheteires

No começo da semana fiz uma votação no meu twitter e no meu instagram para decidir o tema dessa semana. As opções eram “namorado oferece namorada de presente para os amigos” ou “pornô de tentáculos”.

Eu esperava de fato que tivéssemos muitas pessoas interessadas no pornô de tentáculos e fiquei curioso para entender qual seria a quantidade. Minha maior surpresa foi que a votação terminou praticamente empatada no instagram E no twitter, com pouquíssimos votos de diferença para um ou outro lado.

Dessa forma, escolhi um tema eu mesmo e decidi que hoje teremos a namorada como presente dos namorados e no dia 27/04 teremos o pornô de tentáculos.

Antes da gente começar a putaria, um último recado 😄 

Me empolguei com a escrita desse texto e, mais uma vez, o tamanho estava bem grande 😏 . Para tornar o envio mais viável pra mim e a leitura mais agradável para vocês, decidi dividir em duas partes. A primeira você lê agora e a segunda na semana que vem, dia 20/04. Sem mais delongas, bora para a orgia!

O aniversário é seu e o presente é você

— Ainda tá de pé? — Daniel tinha o tom animado, mas Karla notava a ansiedade escondida em sua voz.

Ela segurou uma risada e balançou a cabeça. Era fofa a preocupação dele. Olhou para fora do banheiro através do box embaçado e viu o namorado sentado na cama, com um sorriso um pouco nervoso e as mãos sobre o colo.

— Olha, acho que ainda vai ficar de pé, suspeito que não tem ninguém de pau duro agora— ela respondeu, tentando aliviar o clima.

Daniel deu uma risada fraca. Karla topara fácil o presente de aniversário que o namorado propusera, mas agora ele parecia mais inseguro que ela. Ela só precisava entender se era só ansiedade ou se ele queria desistir.

— E aí, tá tudo em cima? — ela perguntou.

— Aqui já está definitivamente tudo em cima.

Karla riu. Estava terminando de raspar as pernas e se apressou, querendo terminar logo o banho. Ainda sem ter certeza do que incomodava Daniel, continuou:

— Um nude pelos seus pensamentos? — Puxou uma piada que faziam desde o começo do relacionamento. Ela também estava ansiosa, mas era muito mais fogo no cu do que nervosismo real, e queria ter certeza se Daniel estava da mesma forma ou era algo mais sério.

— Só fiquei pensando se você não está fazendo isso mais por mim do que por você.

— Por que você tem essa impressão? — Karla fez uma careta, sem entender o que Daniel insinuava. Saiu do box e estava se secando sobre o tapete, os cabelos estavam em uma touca, seguros e secos, e sua pele negra brilhava com as gotas de água que escorriam.

— Não tenho, na verdade, mas a ansiedade está me matando.

— Meu bem… — Karla se aproximou dele balançando a cabeça, a toalha enrolada ao redor do corpo. — Você me prometeu que eu ia ser o banquete do meu próprio aniversário, isso não tem como ser ruim. E, desculpa, mas não é o tipo de coisa que eu faria só pra te agradar.

Daniel sorriu, parecendo aliviado. Anos juntos e ele ainda se divertia com a sinceridade crua de sua namorada.

— Você está certa. Mas olha, vou repetir mais uma vez que se a qualquer momento você quiser parar, ou se não quiser fazer algo com qualquer uma das pessoas que eu escolhi, você pode falar, ok? Já deixei todos avisados da sua palavra de segurança.

— Eu sei, eu sei, mas confio nas suas escolhas. Até imagino quem são.

— Então pode parar de imaginar e vai se vestir, não estraga minha surpresa.

Karla se inclinou e roubou um beijo curto, colando os lábios nos dele por um segundo. Sentiu calafrios lentos no corpo, a antecipação dominando seus sentidos.

— Você ainda precisa me entregar minha roupa, na verdade.

— Ah, claro! Aqui.

Ele se moveu e puxou uma caixa grande que estava no outro lado da cama, escondida atrás de suas costas. Karla abriu apressada, sem conseguir se conter. Dentro, uma lingerie branca, toda em renda, a cor impecável e brilhante, fazia par com uma meia calça também branca e uma cinta liga com detalhes dourados. Ao lado das peças, um vestido que não parecia caber em uma pessoa adulta de tão pequeno, mas com um tecido macio e elástico. O estômago dela se revirou, mas não era ruim. Caralho. Um sorriso grande apareceu em seu rosto. Com o incentivo e ajuda de Daniel, colocou cada uma das peças, conferindo o corpo vez ou outra no espelho de corpo inteiro que tinham no quarto.

Quando terminou de colocar o vestido, ainda um pouco surpresa que a peça minúscula de fato servia, tirou a touca do cabelo e deixou os cachos caírem sobre os ombros, o volume emoldurando seu rosto como uma obra de arte. Temeu por um segundo que a barriga ou as coxas ficassem marcadas demais na roupa, mas todas as inseguranças foram varridas ao encarar o próprio reflexo, a imagem como a de uma deusa em ascensão. Daniel estava paralisado, o olhar carregado de paixão e luxúria. Karla normalmente tinha facilidade em conseguir o que queria, mas com aquelas roupas e a quantidade de desejo que acumulava dentro de si, ela se sentia capaz de arrasar nações inteiras, balançando o emocional de qualquer um que se colocasse em seu caminho.

— Caralho, o Dom arrasou nessa. — Daniel murmurou, mas pareceu imediatamente arrependido.

Karla segurou um sorriso. Então Dom estava metido desta, pensou. Interessante.

— Hm, já sei que preciso agradecer — Karla comentou, grata pela pequena informação que Daniel entregou sem querer.

— Oportunidades não irão faltar, minha deusa. — Daniel beijou o ombro dela, parecendo enfeitiçado. — Vamos?

Desceram até o estacionamento, Karla ainda se encarando em todo espelho que avistava pelo caminho, impressionada com a escolha do amigo. Ele era sempre atencioso e cuidadoso com seus presentes, e não era segredo nenhum o seu amor por BDSM e sexo, mesmo que ele nem sempre falasse disso abertamente. Ainda assim… escolha impressionante. Parecia até que ele já conhecia o corpo dela, porque cada pedaço da roupa valorizava ainda mais suas curvas e detalhes.

Karla ficou levemente desorientada quando Daniel abriu a porta da parte de trás do carro para ela, mas entrou mesmo assim.

— Por que vou atrás? Achei que iríamos ficar juntos.

— Hoje serei apenas seu motorista, senhorita Karla. — Ele calculou muito bem as palavras, um pequeno sorrisinho no canto da boca denunciando sua alegria com a situação. — Estou aqui para levá-la até o jantar hoje.

— Vamos então, Daniel. Não gosto de ficar esperando.

Karla entrou no personagem fácil. Aquele era o Daniel que ela conhecia sem amarras nenhuma — bom, às vezes com algumas amarras. Serviçal, submisso, se divertindo em ter o próprio prazer negado e muito satisfeito de servir, prover e assistir. Embora todo o resto fosse novidade — não era toda semana que Daniel prometia a ela que a transformaria em um banquete para convidados selecionados, uma ceia onde ela seria a entrada, os pratos principais e a sobremesa —, a dinâmica de poder entre os dois era antiga e familiar.

A ansiedade inebriava todos os sentidos de Karla. O ar gelado do carro arrepiou sua pele, mas o efeito não passava daí. Uma única gota de suor escorria da lateral de sua testa, denunciando quanto ela reprimia dentro de si. Por sorte, não precisou esperar muito. A primeira casa não era longe e ela reconheceu o caminho depois da segunda curva. Gustavo morar tão perto sendo alguém tão importante na vida dos dois foi uma coincidência muito bem-vinda. A proximidade estreitou laços e afetos que eles já queriam aproximar há tempos. Karla não conteve mais o sorriso, ansiosa para descobrir quem mais se juntaria a eles e o que fariam com ela.

Poucos minutos depois eles estavam em outro estacionamento, parados ao lado do carro de Gustavo.

— Senhorita, o primeiro convidado está à sua espera no apartamento 503.

— Você vem? — perguntou, mas já sabia a resposta.

— Apenas dirigindo hoje, senhorita.

Ele se negava a participar, mas o sorriso era safado. Karla sentiu o ventre contrair ao imaginar o quanto ele estava excitado de saber que ela entraria naquele apartamento para dar para outra pessoa. Ainda mais Gustavo, que Daniel também conhecia bem. Desceu do carro sem olhar para trás, como normalmente faria uma pessoa de que fato estivesse apenas sendo entregue por um motorista. Subiu até o quinto andar no elevador lento, se perguntando se poderia ser responsabilizada se algum idoso tentasse entrar no elevador e morresse do coração ao ver sua roupa curta e indecente. Vergonha ela não tinha, e quase queria que alguém entrasse e a visse assim, gostosa e pronta para ser abatida. Não precisou encontrar com ninguém, entretanto, e ela tocou a campainha do 503 sentindo o coração palpitar. Era apenas o começo, a entrada de um jantar completo que só terminaria no dia seguinte, com sorte.

Quando a porta se abriu, Karla não reconheceu de imediato o apartamento. As luzes estavam apagadas, o ambiente iluminado apenas por pequenos pontos de led espalhados pelo local. Ela deu alguns passos para dentro e não teve tempo o suficiente de processar a atmosfera, porque sentiu duas mãos fortes e familiares agarrarem sua cintura, possessivas e apressadas.

Gustavo colou os corpos dos dois e passou os dedos pelo pescoço dela, afastando cabelo e abrindo caminho para sua boca e língua. Sua pele era quente e os toques ansiosos, como se ele estivesse esperando por isso há horas. Ele provavelmente estava, porque ela também ansiava por aquilo há algum tempo, e aproveitou um movimento dele para se virar de frente, sedenta pelos beijos. Karla passou os dedos pelo rosto de Gustavo, muito feliz de ter começado a noite com alguém tão importante.

Ele puxou-a para um beijo voraz e encaminhou os dois na direção de uma parede, o andar desajeitado. Prensou-a com força, fazendo-a sentir o volume que já apertava sua calça, mas parou os beijos bem rápido. Não disse nada, porque sabia que não precisava, e apenas deixou carinhos e lambidas no pescoço, ombros, segurou as alças do vestido e começou a descê-lo, beijando os seios, o quadril e as coxas. Jogou o vestido de lado, sorridente com o seu trabalho e admirando-a com olhos intensos.

Karla já estava ficando impaciente, o tecido da calcinha contra o corpo subitamente irritante e desconfortável, e estar quase nua enquanto Gustavo ainda usava todas as peças de sua roupa era no mínimo irritante. Mesmo assim, não disse nada e deixou que ele a devorasse com os olhos, realmente um convidado admirando o serviço que talvez só ali, diante do prato, tivesse percebido com o que estava lidando. Ela era a refeição, claro, mas também era predadora e voraz, o porte de alguém poderoso e sem misericórdia.

— Apoie seu corpo contra a mesa — Gustavo falou, a voz ríspida, e voltou a se calar.

Todo esse silêncio era uma novidade com Gustavo, que normalmente gostava muito de conversar com Karla. Diante das circunstâncias, entretanto, trazia um ar de mistério e dominação para ele que era intrigante e sedutor. Diferente do seu usual, Karla obedeceu rápido. Queria ser tocada por alguém, queria que seu corpo pudesse ser devorado como Daniel disse que seria. Alinhou o quadril com a beirada e deitou o tronco sobre a mesa, sentindo a madeira contra a pele.

Ele parou atrás dela, em pé, e não proferiu nenhuma palavra antes de levantar a mão e descê-la com força contra a bunda dela. Karla gemeu alto, sem conseguir raciocinar rápido o suficiente para segurar o som, e empinou o quadril na direção dele. Gustavo levantou de novo a mão e acertou a outra nádega, o estalo ecoando nas paredes e amplificando o som da palmada e dos gemidos de Karla. Bateu de novo e de novo e de novo, alternando o local e sentindo a pele queimando sob o seu toque, a excitação de Karla cada vez mais forte a cada tapa.

Quando pareceu satisfeito, Gustavo passou os dedos por cima da calcinha dela, sentindo a umidade nos dedos, e Karla abriu as pernas, deixando mais espaço para ser tocada. Ela queria mais, mais forte, mas Gustavo não se importou com os movimentos que ela fazia indicando suas vontades e continuou o toque devagar, sentindo sua excitação e a provocando ao mesmo tempo.

Os minutos se arrastaram, as sensações dentro de Karla cada vez mais intensas, mas os dedos de Gustavo eram impassíveis. Cada movimento era lento e arrastado, circulando o clitóris ainda por cima da calcinha, e o caminho do desejo de Karla era uma tortura infernalmente boa. Gustavo passeou os dedos da outra mão pelas costas dela, sentindo sua pele arrepiada e quente, e Karla rebolava e gemia baixinho em resposta, se esforçando muito para não se virar e tomar controle da situação para si, sentando nele o quanto e quando quisesse.

Gustavo esperou pacientemente. Provocou, tocou e esfregou devagar até notar que o quadril dela estava mais e mais ansioso, empurrando seus dedos, os gemidos mais curtos e agudos, premeditando o orgasmo que logo viria. Nesse momento, parou. Se afastou, os passos audíveis contra a madeira do piso.

— Ah não — Karla murmurou, mas seu protesto foi ignorado.

— Estamos prontos. Próxima casa, primeiro prato principal.

Karla levantou o corpo, desconfortável com o próprio tesão e sem acreditar que Gustavo tinha lhe negado um orgasmo. Canalha.

— Eu vou assim?

Gustavo ponderou por um segundo.

— Estou me sentindo benevolente, então espere um minuto que vou pegar um casaco.

Ele desapareceu na direção do quarto e voltou um tempo depois segurando um sobretudo preto pesado, mais quente do que o clima da noite pedia, mas era isso ou descer até o estacionamento de lingerie. Karla aceitou e se vestiu, ansiosa para continuar o caminho até a próxima casa. Eles descem o elevador em silêncio, mas Karla não escondeu o sorriso ao sentir os dedos de Gustavo se entrelaçando aos seus, um gesto que pareceu naquele momento vir muito mais por costume do que por intenção.

Apesar de estar com tesão acumulado e de calcinha ensopada, naquele momento ela pensou em amor. Conforme o elevador se abriu e Gustavo a puxou pelo estacionamento, Karla se deixou tomar pela sensação de carinho e afeto que nutria por eles, as pessoas mais presentes na sua vida.

Gustavo abriu a porta de trás para ela, mas fechou assim que ela entrou. Mais uma vez Karla se viu sozinha, agora com os dois homens sentados nos bancos da frente. O ar era frio, mas não importava. Karla estava abalada, cheia de tesão e observando obsessivamente enquanto Gustavo beijava Daniel, os dois inclinados sobre o freio de mão. Assisti-los se beijando sempre a deixava excitada, o que não ajudou naquele momento.

Karla se posicionou no banco do meio, o lugar normalmente mais desconfortável do carro, buscando uma vista melhor de seus dois amores. Eles se separaram depois de alguns segundos, arfando, e Gustavo comentou baixinho sobre como Karla estava super molhada.

— Abre as pernas. — Gustavo ordenou e Karla obedeceu antes mesmo de raciocinar, reagindo involuntariamente.

Ele passou os dedos de novo sobre a calcinha, a umidade cada vez mais evidente, e então os aproximou da boca de Daniel, que sugou com alegria. Que merda. Ainda mais sorridente e animado, Daniel ligou o carro de novo e eles voltaram para o caminho. Karla estava maravilhada, observando o namorado dirigir alegre pelas ruas escuras, se perguntando como ele teve a ideia de oferecê-la como um rodízio para seus amigos, ela mesma a refeição de sua noite mais importante, e Daniel nem iria participar! Ela iria contar tudo em detalhes para ele depois, claro, mas não agora. Ele provavelmente iria passar a noite inteira se masturbando dentro do carro, gozando uma vez atrás da outra enquanto imaginava como seus amigos estavam fodendo sua namorada até ela não conseguir sentar.

Perdida em devaneios, Karla demorou a perceber que Daniel parou em seu segundo destino. Quando olhou para fora, ainda com os pensamentos nublados, não reconheceu logo de cara o estacionamento.

— Senhorita, sua segunda convidada a espera no apartamento 801.

Karla engoliu uma quantidade absurda de saliva, sem acreditar no que acabara de ouvir. Só havia uma amiga deles que morava no oitavo andar de um prédio, a única com dinheiro o suficiente para bancar uma cobertura em um dos melhores bairros da cidade: Ruby. Karla não conseguiu se mover de imediato, ainda em choque com a informação. Ruby aceitou participar do rodízio. Ruby… Mais saliva desceu pela garganta quando Karla relembrou todas as fotos e vídeos que já assistiram da amiga, nas mais diversas situações e posições. Eles e mais inúmeras pessoas, porque ela tinha um dos onlyfans mais famosos da plataforma. Ruby aceitou participar do rodízio!

— Desça. — Gustavo já estava do lado de fora, segurando a porta aberta, e ordenou mais uma vez com a voz grave.

Karla balançou a cabeça, afastando seus pensamentos excessivos, e o seguiu para fora do carro. Apertou mais o casaco ao redor do corpo, tentando encontrar na pressão que os dedos faziam contra o tecido o resto de sanidade que precisava para não derreter imediatamente sob o olhar de Ruby. Nem nos sonhos mais insanos, aqueles molhados e quentes que tinha logo após dormir olhando os vídeos de Ruby, Karla jamais imaginou que a primeira vez transando com a amiga seria nessas circunstâncias. Daniel de fato criou um dia especial, porque o que já era promissor parecia ficar ainda mais intenso a cada descoberta.

Ruby estava esperando na porta, usando uma de suas saias plissadas curtíssimas e um cropped que não cumpria muito bem o seu papel de tampar seus seios. A peruca do dia era rosa, lisa e longa, com uma franja reta sobre a testa. Ruby cumprimentou Gustavo com abraços e selinhos, visivelmente animada com sua chegada, mas sequer olhou para Karla. Todos entraram bem rápido, e mesmo que já tivesse pisado várias vezes nesse apartamento, Karla se sentiu uma intrusa. Afastou esse pensamento com força, porque sabia que era justamente o oposto: estava ali porque essas pessoas a desejavam e queriam sua presença.

Só quando estavam todos lá dentro, em pé entre a cozinha e a sala da streamer, foi que Ruby olhou na direção de Karla e finalmente reconheceu sua presença. Não foi um olhar tímido, muito menos com qualquer noção de decoro. Era um olhar de quem estava acostumada a dominar, mandar e ser obedecida. Ruby era o tipo de mulher que recebia para bater e humilhar, um tipo específico de poder que fazia até mesmo o ego de Karla se encolher e a fazia querer ficar de joelhos.

— O que fez com ela? — Ruby perguntou para Gustavo.

— Só preparei. — Ele respondeu casualmente, mas a mera fala fez Karla se arrepiar com a memória. — Ficou rebolando na minha mão até encharcar a calcinha. Encosta pra você ver.

Karla se preparou para sentir o toque de Ruby, mas, para sua surpresa, a mulher se afastou, caminhando na direção do sofá na sala. Ruby se sentou com as pernas bem fechadas, ajeitou a saia sobre o colo e levantou o olhar:

— Venha, sente. — Dessa vez sua fala foi direcionada à Karla, nitidamente.

Ela não hesitou e foi, ansiosa. Karla se sentou com as costas contra os peitos de Ruby, o rosto virado para a sala, e não foi nada discreta nos movimentos: esfregou a bunda sobre o pênis dela ao se sentar, sentindo-a já meio dura entre as suas pernas. Ruby pareceu gostar e passou as mãos ao redor da cintura de Karla, incentivando que ela continuasse o movimento. Karla rebolou mais, de novo, se esfregando sobre o volume que crescia embaixo de si. Seu estômago estava uma confusão, o tesão e a ansiedade em uma mistura letal e explosiva.

— Molhada mesmo, dá pra sentir. — Ruby sussurrou para Gustavo, que se sentou ao lado das duas e a puxou para um beijo quente. Karla assistiu pelo canto do olho, abalada. — E querendo mais, olha só.

Ruby continuou com as mãos fechadas ao redor da cintura de Karla, que estava de novo perdendo a razão. Como ela chegara nessa situação, como conseguiu afetos tão deliciosamente gostosos e dispostos, como Daniel organizou tudo isso? Quem viria depois e o que iriam fazer com ela? As perguntas se atropelavam em seus pensamentos, nenhuma com uma resposta coerente disponível. Tudo em sua mente estava nublado pelo desejo e seu corpo reagia sem esforço, rebolando forte.

Gustavo passou os dedos para dentro do sutiã de Karla e começou a massagear seus mamilos, sorrindo com os gemidos e suspiros que ela soltava a cada toque. Tanto tesão, tanta vontade, e os dois tão solícitos em tocar e provocá-la. Karla não demorou muito para voltar a se aproximar do êxtase, sua voz ficando de novo mais alta e seu quadril já quicando sobre o colo de Ruby. Estava tão molhada que sentia a calcinha colada contra a pele, moldada em seu corpo, e o pau de Ruby apertava sua entrada mesmo por cima do tecido. Tão perto, tão perto.

— Ah, acho que ela está pronta — Ruby murmurou.

— Parece pronta, sim. — Gustavo concordou.

Karla não conteve a frustração quando Ruby mandou que ela se levantasse, mais uma vez brava pelo orgasmo negado. Inferno. Filhos da puta.

— Bom, quase pronta. Como estamos visitando muitas casas essa noite, achei que seria interessante garantir que nossa ceia não iria se perder no caminho, sabe?

Ruby caminhou até um móvel no canto da sala e pegou algo em uma gaveta. Enquanto ela voltava, Karla entendeu o que ela carregava nas mãos e se arrepiou inteira. A coleira de couro preta brilhava na luz da sala, a corrente se destacando nas mãos de Ruby.

— Isso é para garantir que você irá se comportar hoje — ela disse, colocando a coleira no lugar.

Segurou a guia e se afastou um pouco, parecendo satisfeita com aquela configuração. Não era a primeira vez que Karla via uma coleira na mão de Ruby, mas era a primeira vez que estava na outra ponta da peça, e não sabia se estava pronta para admitir que andaria de quatro por horas se Ruby mandasse.

— Vamos?

Voltaram para o carro, Gustavo no banco da frente e as duas no banco de trás. Dessa vez, quando Ruby se sentou, o volume em sua saia era visível, o pau levantando a ponta da saia. Karla nem fingiu que não queria olhar e ficou encarando boquiaberta, resistindo à vontade de se abaixar e enfiá-la inteira na boca. Notando que estava sendo observada, Ruby levou a mão livre até o próprio pau e começou a se tocar devagar, se exibindo.

— Abra as pernas. — Ruby deu um puxão na coleira, assustando Karla.

Sem nem notar, Karla tinha se inclinado na direção de Ruby e fechado as pernas, mas as abriu de volta bem rápido logo após o pedido.

— E não feche. É uma ordem. Daniel, estamos prontos para o segundo prato principal.

Se quiser me falar o que achou, como sempre minha DM está aberta e o curiouscat também, para mensagens anônimas.

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Semana que vem voltamos com a segunda parte dessa orgia alá sense8.

É isso! Um xêro e um queijo,

Kodinha

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